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Um gostinho do que é a França pelas palavras da Luciana

Conheci a Luciana em Amboise. Ela e a irmã, Júlia, chegaram um tempinho depois e foram um tempinho antes. Passaram pouco tempo, mas tivemos bons momentos juntas! Elas são brasileiras e eu ainda me surpreendo com a estranheza de morar no mesmo país que alguém e virar amiga dessa pessoa em um outro continente! Fomos juntas para Cheverny e Chambord (quando vimos NEVE!). Também fomos para Blois com mais um grupo de amigas e descobri na Luciana um espírito desbravador de conhecimento em matéria de castelos. As duas foram um acréscimo que fez a minha viagem se tornar ainda mais especial!

Pedi para a Luciana escrever algo sobre a sua experiência na França, seus sentimentos, pensamentos a respeito da viagem etc. Depois de um tempo, ela me apareceu com esse texto lindo que resolvi compartilhar com vocês nessa nova categoria do blog que se chama “Relatos”.

Agora o blog tem a oportunidade de enriquecer com relatos e posts de outras pessoas que também foram para Amboise e que vão nos contar muita coisa legal! ❤

Mas antes de ler o texto que a Lu escreveu, que tal curtir a página do Dois Meses em Amboise no Facebook?

“Paris é brilhante. Tour Eiffel, Notre Dame, Champs Élysées, são lugares no espaço e no tempo que podemos contemplar durante horas e ainda ter forças para viver por mais tempo as emoções propiciadas por tanta historia e cultura. É tudo tão lindo e cheio de turistas que nos fazem questionar o porquê de tanta gente querer estar em Paris, em todos os lugares extraordinários de Paris.28122014-DSC_0736

Já Amboise, cidade pequeno no Vale do Loire, centro da França, é uma pequena vila com casas charmosas boulangeries, praças, historia vivas, grandiosos châteaux, e paisagens de se tirar o fôlego. Cidade onde Da Vinci viveu seus últimos anos e morreu em 1519. Conhecer Amboise e sua região é como entrar em um livro das mais diversas áreas; para começar os famosos châteaux que ali a cercam carregam arquiteturas incríveis e são verdadeiras aulas de história os passeios por cada um deles. A culinária ali presente é divina e melhor ainda para quem adora pães (e quem não gosta??), pain au chocolat, baguette, fromages, vinhos, doces de maças e por ai vai. No final da semana charmosas feirinhas se instalam à margem do rio Loire com diversificados itens, desde queijos (pra variar) até sapatos, bolsas e utensílios sempre com um preço bom. Andar pela cidade é uma tranquilidade em relação a segurança, mas não sei porque os franceses acham que estão dirigindo uma Ferrari ao saírem com seus Peugeots e Dusters pelas antigas ruelas.05012015-DSC_0921

Descobrir Amboise não é uma tarefa fácil para quem gosta de roteiro. Fazer a viagem valer a pena vai demandar de você uma apreciação pela vida simples e tranquila, sem sinais de trânsito em toda parte e pessoas apressadas cruzando o seu caminho. Acredito que conhecer Paris lhe trará grandes momentos de plena alegria e gratidão por simplesmente estar lá. Porém uma grande aventura da vida está em descobrir emoções e sentimentos jamais sentidos em lugares jamais pensados, mas que quando os descobrimos nos fazem sentirmos vivos, na sua mais profunda essência. Descobrir Amboise é conhecer uma porção incrível do mundo, na qual não se encontra limite para uma vida de aventuras, alegrias e encantamentos.” Luciana Fernandes

Obrigada por ser a primeira colaboradora do blog Lu!

(Todas as fotos no post são de minha autoria)

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Casa de família ou residência estudantil?

Eu pensei: “ah, vai ser inútil continuar fazendo isso” porque 1. eu já tinha voltado e 2. eu achava que só quem lia isso aqui eram meus amigos e familiares (e para eles eu poderia contar tudo pessoalmente), mas foi aí que, depois de alguns meses sem escrever nada aqui, resolvi voltar com o blog e continuar escrevendo.

O motivo foi o mais lindo, vocês não vão acreditar. Eu fiquei sabendo que duas pessoas utilizaram o Dois Meses em Amboise para programar suas próprias viagens e percebi o quanto eu podia ajudar e incentivar pessoas que, assim como eu, estavam perdidinhas no começo.

Ah Alícia, mas por quê você quer ajudar essas pessoas?

Porque hoje eu posso dizer que fazer um intercâmbio é uma das maiores experiências que alguém pode ter na vida e porque eu sei o quanto pode ser desanimador querer viajar para estudar e não saber por onde começar, nem obter informações sobre pessoas que já fizeram isso.

É por isso que eu tenho alguns planos de como eu poderia continuar o blog! Mas esse plano ainda está em andamento e, se tudo der certo, o blog vai ter muita coisa legal para ler!

Enquanto isso preparei algo para esse post do que acredito ser uma das coisas fundamentais para se pensar quando se deseja fazer um intercâmbio: casa de família x residência estudantil!

Quando eu pensei em fazer a minha viagem tive uma única certeza: eu não ficaria em casa de família. Eu sou uma pessoa muito reservada, quieta, tímida e blábláblá e, por isso, não achava que seria legal ficar numa casa de família por todas essas inseguranças que me cercavam e quanto aos pensamentos que me faziam acreditar que minha personalidade bateria de frente com a personalidade da minha família e tudo se transformaria num desastre.

Mas tudo mudou, conversei com o pessoal da Eurocentres (encontrei no Facebook, olha só!) e resolvi que ficaria numa casa de família [falei sobre isso aqui]. Depois eu achei que foi realmente a escolha mais sensata.

Conversei com uma amiga que está em Amboise pela segunda vez (dessa vez morando numa residência) e ela pôde me falar sobre o funcionamento de lá e tudo mais.

Claro que existem os prós e contras e eu vou apontá-los (dentro do meu campo de experiências) aqui!

1. A língua

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É muito mais difícil aprender uma língua se você só estuda na escola e depois retorna pra casa e volta a falar a sua própria língua. Na casa de família você precisa conviver com o pessoal e assim você pode praticar e aprender novas coisas. Você também conhece um vocabulário diferente e é praticamente obrigado a falar durante as refeições.

Também é legal quando você tem dúvidas e sua família pode te ajudar, mesmo que eles não sejam experts da gramática.

Na residência de Amboise moram alguns franceses que trabalham ou estudam lá. Eles formam um grupo que se reúne para fazer atividades falando, é claro, unicamente francês.  Claro que você pode interagir com eles e falar francês em casa como falaria com a família, mas não é garantido que todas residências estudantis sejam assim ou que, na época que você vá exista um grupo assim.

2. A cultura

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(Na França você tem que olhar nos olhos da pessoa que você brinda.)

Morando numa casa de família você pode viver como um verdadeiro francês vive! Você come as comidas que eles comem, participa dos rituais culturais que eles participam e conhece umas coisas que só os verdadeiros franceses podem te ensinar!  Acho que muita gente só pensa na língua quando pondera entre casa de família ou residência, mas acho que essa coisa da cultura é tão importante quando a língua!

3. O Apoio

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Pelo menos em Amboise a equipe Eurocentres se dispõe a ajudar o aluno em qualquer circunstância. Você recebe o telefone da diretora e também dá o seu para qualquer imprevisto que aconteça. Acho isso bem importante porque, mesmo estando numa casa de família ou numa residência, você sabe que também pode contar com a Eurocentres para te ajudar.

Não passei por nenhum imprevisto que minha família não pudesse me ajudar. Mesmo tendo o telefone da diretora de lá eu sempre recorria à minha família e eles faziam o possível para me dar apoio. Acho que esse é um dos principais pontos positivos em ficar numa casa de família: a grande maioria delas te dá um suporte enorme.

4. A Autonomia 

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 É claro que no seu destino você vai conhecer milhares de pessoas etc e tal, mas é como se num intercâmbio você estivesse mais sozinho que nunca. É, geralmente, bem diferente do que estamos acostumados em casa (se ainda moramos com nossos familiares e recebemos suporte da família, o que foi meu caso).

Numa casa de família, você geralmente recebe a refeição, então está livre da cozinha e da feira (a menos que você queira algo especial). No meu caso, também me vi livre de lavar a roupa porque a minha mãe francesa fazia questão de lavá-la. As únicas coisas com as quais eu me preocupava era manter tudo organizado e limpo e levar o lixo para fora. Claro que eu também tinha que seguir algumas regras da casa (trancar a porta, não deixar a luz ligada, avisar quando levar alguém pra casa etc).

Numa residência você tem que se virar bem mais. É você quem cuida da sua comida, que lava a sua roupa etc. Acho que, nesse ponto, é muito mais interessante ficar numa residência porque você “se vira” melhor e é isso que se faz quando se vive sozinho.

5. Convivência

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A depender de você e da sua família a convivência pode ser fácil ou difícil, é impossível prever. Toda família tem suas regrinhas, seus costumes, seus valores etc. Você pode não se adaptar e mudar de família, se adaptar completamente ou ficar no meio termo, gostando de algumas coisas mas tendo que aguentar outras. Eu não conheci ninguém em Amboise que teve que mudar de família e, particularmente, a minha família era muito gentil. Algumas dessas famílias já recebem estudantes faz um bom tempo, então eles têm alguma experiência com gente como a gente.

Numa residência você vai conviver com estudantes como você ou, no caso de Amboise, franceses que ficam lá porque trabalham ou estudam na cidade.  Também é impossível prever se a convivência vai ser boa ou não, mas por também ter estudantes estrangeiros, você pode se entrosar com o pessoal da escola mais rápido.

6. O Conforto

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Tanto as residências quanto as casas de família oferecem a opção de quarto individual ou duplo e banheiro dentro do quarto ou fora. Na residência ainda tem um acréscimo de um quarto com cozinha dentro (preço varia).

Eu fiquei numa casa onde havia um anexo para estudantes. Lá eu tinha uma cozinha com geladeira e microondas, uma sala de TV, meu quarto e meu banheiro. Acredito que dei sorte quanto a isso porque não conheço ninguém que teve essa mordomia em Amboise!

Tenho certeza de que tanto a família quanto a residência sempre vão tentar de colocar no maior conforto possível (claro que existem exceções).

7. Marinheiro de primeira viagem?

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Acredito que a minha escolha em ficar numa casa de família tenha sido a mais sensata porque era a minha primeira vez fazendo aquilo. Eu não tinha o domínio da língua francesa nem conhecia a cultura francesa. Também não sabia como era a cidade nem o que me aguardava por lá… Acho que talvez não tivesse sido tão bom se eu tivesse ficado inteiramente só numa residência sem antes ter todos esses conhecimentos linguísticos, culturais e da própria cidade.

Para uma segunda vez, já sabendo disso tudo e tendo convivido o bastante com a cultura francesa, acredito que a melhor opção seja ficar numa residência por conta própria. Se eu fosse de novo eu ficaria numa residência sem nem pestanejar! Mas isso vai de cada um…

Eu espero que esse post ajude os intercambistas na dúvida! Espero que tenham gostado e que continuem de olho no blog!

Créditos: todas as ilustrações desse post são da Gemma Correll.

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Voltei, Recife (não foi a saudade que me trouxe pelo braço)

Não, tô brincando. Lógico que eu tava com saudade, principalmente da minha família! Mas se fosse pra passar dois dias aqui, ver todo mundo e voltar pra passar mais dois meses em Amboise, eu voltaria sem nem pensar duas vezes!

Claro que minha casa não me parece tão estranha porque eu já vivi tempo demais nela, mas é estranho acordar e ouvir o barulho do mar, ou dos carros e ônibus passando na avenida… O calor também me é estranho, sem falar no fato de que eu vou ter que desarrumar as minhas malas logo-logo e pra mim, é mais uma partezinha de Amboise que eu deixo pra trás.

Outra coisa que é estranha é o tamanho do meu banheiro, que comporta um vaso sanitário e uma ducha NO MESMO CÔMODO. Na minha casa na frança eu não podia fechar a porta do banheiro porque eu não cabia direito lá dentro. E a ducha e o vaso eram separados (????).

Franceses…

Ontem a minha jornada de volta começou às 6:00 na França e terminou às 21:30 no Brasil. Um dia todo viajando e me estressando porque uma das minhas malas deu 41kg e eu tive que distribuir tudo em uma sacola que graças a Deus eu tinha na mão. Resultado: foi tanto peso nas costas e nos braços (duas mochilas + uma sacola) que eu acordei super dolorida!

Essa viagem me fez muito bem porque eu pude perceber que eu posso sim morar em outro lugar e visitar outros lugares do mundo, que não é impossível. Antes de viajar eu sempre pensava nisso como um objetivo impossível e improvável e eu fico feliz que agora eu tenho esse pontinho de esperança guardado dentro de mim. Um dia eu sei que vou voltar para Amboise, vou refazer meu caminho de ida e volta para a escola, vou ver o Loire de novo, vou falar francês com verdadeiros franceses e comer do verdadeiro pão francês e do verdadeiro queijo francês (que eu trouxe, mas que vai acabar nessa semana ainda hahah).

O último dia de aula na escola foi brutal! O grupo de alemães que tinha chegado há 3 semanas e outro brasileiro que chegou há 1 mês também estavam indo embora… A cerimônia de entrega de diplomas foi do lado de fora das salas com todo mundo junto e ainda teve direito a piano na abertura e encerramento! Eu recebi meu diploma de B1 plus e fiquei muito feliz! Mas aí tive que me despedir das pessoas e só chorei. Na verdade o que me fez chorar mais foi me despedir da minha professora que, desde 5 de janeiro, esteve comigo de segunda a sexta me dando as melhores aulas do mundo! Ela me escreveu uma cartinha, que eu só li em casa porque eu sabia que ia chorar muito ao ler, dizendo coisas que nenhum outro professor ou pessoa me disse e que me fez ficar ainda mais feliz com o meu diploma. Ele é a prova não apenas um crescimento na língua francesa, mas o meu crescimento como pessoa nesses dois meses em que fiquei na França.

Enfim, não vou acabar com o blog só porque voltei. Pretendo escrever mais sobre o tempo que eu passei na França, sobre os costumes franceses etc! Acho que logo-logo eu vou fazer um post sobre os clichês franceses porque isso é um ponto importantíssimo!

Fiquem com as fotos dos últimos dias:

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Basílica de Saint-Denis e Museu d’Orsay!

Resolvi passar o último sábado da viagem em Paris, mas voltei no mesmo dia porque gostaria de passar o último domingo em Amboise pra sair andando por aí e tentar guardar o máximo que eu posso na cabeça (e na memória da câmera!).

 

Uma das coisas que eu sempre quis conhecer na minha vida é a Basílica de Saint-Denis por motivos de: Maria Antonieta e Luís XVI. Já fazia muito tempo que esse lugar estava na minha lista de lugares para visitar e finalmente eu consegui! O bairro onde a Basílica fica situada não é dos melhores e confesso que deu até medinho. Fora que você perde mais tempo indo pra lá do que conhecendo a Basílica em si porque ela é um pouco afastada do centro de Paris.

Mas olha, valeu a pena. Uma coisa que eu tinha esquecido é que o “suposto coração” do filhinho de Maria Antonieta e Luís XVI está conservado dentro de uma urna de cristal na cripta da Basílica e eu quase caí pra trás porque eu realmente não lembrava desse detalhe!

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Depois de sair de lá, fui para o Museu d’Orsay que, assim como a Basílica, eu queria muito conhecer! Acabou que o museu superou as minhas expectativas e acho que se tornou o meu favorito!

Top 5 maravilhas do museu:

  1. Quarto em Arles. Van Gogh que me perdoe, mas eu nunca dei muito valor até ver a pintura pessoalmente. Com certeza foi, de tudo, o que eu mais gostei de ver no museu inteiro.
  2. A famosa e tão falada bailarina de Degas! Tive que resistir ao impulso de fazer a mesma pose que ela.
  3. A super maquete da Ópera de Paris! Gente, é fantástico, enorme e lindo! Imagina dançar lá? Fora que também tem outra super maquete da ópera e dos arredores onde você pode, literalmente, andar por cima.
  4. As obras impressionistas. Nem vou comentar.
  5. A sala do relógio gigante com vista panorâmica de Paris. Também dispenso comentários.

Fora que o próprio museu é uma obra de arte e eu nem preciso dizer que me fiz nas lojinhas, né? Comprei tanta coisa legal!

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Que venha a minha última semana (e que passe bem devagar!)

Parece que foi ontem que eu abri pela primeira vez a porta do meu anexo na casa da minha família francesa, subi as escadas, sentei na minha cama e chorei de saudades da minha família brasileira.

Esse é, infelizmente, o final da minha nona semana aqui e eu ainda não parei para pensar no quanto que eu aprendi nesse país. Muitos chamam de “intercâmbio de línguas” mas olha, vou te contar uma coisa, eu aprendi muito mais do que francês. Mesmo que muitos pensem que dois meses é pouco para aprender qualquer coisa: não é. Dois meses me deu mais aprendizado que eu ou qualquer um pode imaginar.

Agora eu vejo o quanto que eu vou sentir falta de Amboise, da escola, das pessoas que conheci aqui e, sobretudo, dos momentos que passei nessa viagem. É bem aquela história que todo mundo já sabe: eu posso revisitar Amboise, posso revisitar a Escola e posso rever (algumas) das pessoas que eu conheci aqui, mas é impossível reviver tudo o que eu vivi nessas dez semanas.

A Alícia que chegou no dia 5 de janeiro olhou de maneira diferente a Rua Nacional, a Igreja St. Denis, o Castelo e o Loire. Mesmo que eu m esforce muito, não consigo lembrar do exato pensamento que passou pela minha cabeça na primeira vez que eu vi isso tudo, vem tudo num borrão de cores e imagens.

Eu só lembro que eu me senti bem, um pouco assustada e muito ansiosa.

Hoje, eu olho pra tudo isso com uma saudade enorme. À vezes parece que foi ontem que eu desci do trem e pisei pela primeira vez nessa cidade, mas quando a gente pensa direitinho, parece que já se passaram milênios!

Eu fico muito feliz de ter escolhido Amboise como a minha casa por dois meses. Mesmo sendo muito pequena, fria e por vezes entediante, ela me surpreendeu de todas as formas possíveis. Confesso que o pensamento que me ocorria várias vezes era o de que qualquer um podia conhecer Amboise inteira em um dia e eu nunca estive tão errada.

Eu só descobri o que era Amboise de verdade quando eu comecei a me sentir menos turista e mais amboisienne e é só quando isso acontece que você sabe que o seu intercâmbio valeu a pena!